segunda-feira, 22 de junho de 2009


Todo mês de Junho e Julho sempre esperamos as tradicionais Festas de São João, Santo Antonio e São Pedro, ou melhor as deliciosas quermesses, quem já não foi em uma e sujou e lambeu os dedos comendo frango assado, ou se deliciou com doces típicos, as deliciosas cocadas, paçoquinhas, ou até trincou um dente tentando morder a Maçã do Amor.

Posto aqui um doce super gostoso e muito fácil de se fazer.
Aproveite a época que é de Milho Verde e use e abuse.


Curau

04 espigas de milho verde ou substitua por duas latas de milho

1/2 xícara de açucar

2 xícaras de leite

1 lata de leite condensado

1 colher de manteiga

canela em pó a gosto


Tire o milho das espigas usando uma faca.

Misture todos os ingredientes (menos o leite-condensado) e bata no liquidificador, obtendo um suco grosso.

Coe o suco em uma peneira e coloque para ferver em uma panela.

Mexa constantemente com o auxilio de uma colher, ele irá engrossando.

Quando estiver começando a enrossar acrescente o leite-condensado e continue mexendo.

Quando o suco estiver bem grosso na consistência de um mingau, desligue o fogo, transfira para uma tijela e salpique com canela em pó.

Você pode servir quente ou levar a geladeira para que ele endureça.
Bom apetite e viva São João

quarta-feira, 18 de março de 2009

Gastronomia

As vezes me pego perguntando de onde surgiu minha paixão em cozinhar, a resposta vem em imagens que surgem em minha mente, cenas de festas e reuniões famíliares que saudosamente me remetem a sentimentos e gostos que só a infância pode nos proporcionar. Lembro do meu pai e suas peripécias na cozinha, meus tios e os grandes menus de final de ano, cheio de farturas, bom humor e amor, a mesa grande todos reunidos.
Sempre gostei de me relacionar, fazer amizades e agradar, percebi que a comida era sempre um grande motivo para as pessoas se reunirem.
Em volta de uma mesa com algum tipo de alimento gira a humanidade.
Almoços de negócios, festas de casamentos, jantares românticos, destino de nações, e a partilha do pão feita por Cristo em sua última ceia, quanta coisa não acontece em torno da mesa e é claro sempre acompanhado de uma boa refeição.
Já na adolescência me tornei o cozinheiro oficial dos amigos, o tempero e o corte das carnes do churrasco, ficava sob a minha responsabilidade, o tempo foi passando e me aprimorei na cozinha desenvolvi e aprendi técnicas e percepção na gastronomia.
Tenho um enorme prazer em cozinhar, quando a comida é servida, me fascina o silêncio nas pessoas quando começam a comer um prato, que até então era desconhecidos para elas, sei que naquele momento um turbilhão de sensações estão sendo desencadeados, sentimentos e prazeres, e é claro dependendo do resultado do sabor do prato.
Fico olhando os olhos, as reações, os comentários, observo atentamente se elas repetem, quando vejo que a maioria esta partindo para o segundo prato, respiro aliviado e com sensação de dever cumprido, se repetiram o prato é sinal que gostaram...rs
Só então experimento aquilo que fiz, na maioria das vezes acho que daria pra ter ficado melhor, cisma de cozinheiro.
Escuto os elogios e lá dentro, no fundo do ego, fico tremendamente lisongeado, pois para o cozinheiro a melhor recompensa é quando consegue agradar seus comensais.
Você faz uma alquimia, transformando alimentos em sentimentos, e mesmo que por alguns minutos, você faz com que aquela pessoa que esta ali experimentando do prato que você fez, fique feliz.
Marcelo Graziani